Wed. Jun 19th, 2024

John Mueller, defensor do Google Search, recentemente expressou sua opinião sobre o uso de imagens criadas por inteligência artificial em sites, em comparação com o uso de fotos de banco de imagens.

A sua conversa gerou uma discussão interessante acerca da forma como os utilizadores interpretam imagens produzidas com recurso a ferramentas de IA generativas, como o DALL·E, sobretudo em contextos que não se centram principalmente na arte ou IA.

O texto mencionou um aviso de responsabilidade que não tem a intenção de ser usado como orientação de SEO ou como uma indicação de uma futura atualização de pesquisa do Google.

Comparação entre imagens criadas por inteligência artificial e fotografias de banco de imagens.

Mueller inicia por diferenciar entre circunstâncias em que é imprescindível uma fotografia específica e aquelas em que as imagens têm apenas um propósito decorativo.

Ele defende que em certas situações, como uma bagagem ou um website com o objetivo de vender, é crucial ter fotografias genuínas.

Embora seja possível aprimorar ou editar fotos reais digitalmente, a essência da fotografia do produto deve ser baseada na realidade, a fim de oferecer aos consumidores uma representação precisa de um investimento futuro.

Porém, segundo Mueller, não existem grandes distinções entre o uso de imagens de estoque e imagens geradas por IA quando se trata de melhorar o conteúdo visual.

Tanto imagens estáticas quanto imagens em movimento têm o potencial de aumentar o apelo visual de um site, tornando o conteúdo mais atrativo e agradável para o leitor.

Esta diferença ressalta que a escolha entre o uso de fotos reais ou imagens geradas por IA depende principalmente das necessidades específicas e dos objetivos do conteúdo do site.

Referente ao uso de Fotografia de Stock, o Google tem uma posição a respeito.

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A importância das imagens na experiência do usuário.

Mueller também destaca a importância do tema abordado no site.

Ele propõe que, em relação a determinados assuntos, as pessoas esperam ver imagens autênticas, enquanto em outros casos, a diferença entre imagens reais e produzidas por inteligência artificial pode não ser relevante.

Essa ideia está relacionada à melhoria dos mecanismos de busca (SEO), pois Mueller afirma que os usuários têm uma preferência por buscar visualmente por assuntos em que as imagens reais são consideradas importantes.

Adicionalmente, Mueller dá orientações úteis para donos de sites que estão pensando em utilizar imagens criadas por inteligência artificial.

Ele encoraja-os a considerar se eles geralmente utilizariam a fotografia de estoque na mesma situação. Essa estratégia pode auxiliar na tomada de uma decisão bem fundamentada sobre a adequação das imagens geradas por IA para o seu website.

Qualidade de imagens geradas por IA – Padrões

O texto destaca o alerta de Mueller em relação à facilidade e tentação de utilizar imagens produzidas por IA como uma forma de economizar tempo e dinheiro.

Ele nota que capturar uma imagem rapidamente com um celular pode ser visto como a produção de uma “foto genérica”, porém essa abordagem pode não atender aos critérios profissionais esperados em um site empresarial.

Ele ressalta que a excelência e a competência frequentemente requerem um investimento de tempo e vivência.

Imagens geradas por inteligência artificial, modelos de realidade aumentada e a confiança dos consumidores.

Müller deu respostas excelentes ao longo dos comentários, abordando questões relacionadas a imagens, inteligência artificial e otimização para mecanismos de busca. Seguem abaixo algumas das respostas mais destacadas.

É necessário incluir o atributo rel=nofollow em um link de crédito de imagem?

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Os links estão adequados, não é preciso utilizar o atributo rel=nofollow se eles são links comuns.

Modelagem 3D usando realidade aumentada.

Mueller manifestou o seu interesse em apoiar a implementação da tecnologia de realidade aumentada (AR) em monitores de produtos online, ressaltando a importância de utilizar modelos tridimensionais.

Observar uma imagem é um ótimo começo, porém, vivenciá-la em meu próprio ambiente é ainda mais gratificante.

Ele também fez uma distinção entre imagens tridimensionais criadas a partir de planos de construção reais e imagens totalmente geradas por inteligência artificial, comparando essa última com imagens decorativas do post do blog.

Ilustrações decorativas e fotografias de produtos reais.

Mueller observou que o uso de ilustrações conceituais decorativas demonstrou o empenho dedicado ao conteúdo, o que resultou em uma maior confiança por parte do usuário.

Entretanto, ele faz uma crítica ao emprego de imagens geradas por IA para ilustrar fotos de produtos, fazendo uma analogia com sites que comercializam produtos de baixa qualidade, nos quais imagens falsas frequentemente levam a representações distorcidas.

“…se você possui o produto em mãos, por que não capturar fotos reais? E caso não possua o produto, não seria possível confirmar a veracidade da imagem.”

Imagens criadas através de inteligência artificial como conteúdo de “pouco trabalho”.

Dado que as imagens criativas e fotos de produtos reais são reconhecidas como sinais de conteúdo de excelente qualidade, é compreensível que certos usos de imagens geradas por IA possam ser vistos como o oposto disso.

Mueller também apresentou outro ponto de vista: enquanto as imagens reais são consideradas uma fonte autêntica de conteúdo, as imagens geradas por IA são vistas como conteúdo copiado.

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Se eu percebesse que um site de receitas estava utilizando imagens produzidas por inteligência artificial, eu suporia que todo o conteúdo é spam copiado e simplesmente procuraria por outra fonte.

A confiança do consumidor é afetada pela redução da confiança no conteúdo da inteligência artificial.

Quando os usuários percebem que o conteúdo foi “gerado por voz”, isso pode abalar sua confiança em outros aspectos do site. Mueller indicou que até mesmo uma imagem de arquivo óbvia sobre “equipe” é menos enganosa do que uma criada por inteligência artificial.

Ele percebeu a importância de usar imagens de estoque de qualidade em comparação com uma foto tirada com um smartphone e como essa última não alcançou o mesmo nível de qualidade profissional.

No entanto, ele reconhece que agora as fronteiras estão menos definidas, com o lançamento de ferramentas de inteligência artificial treinadas em fotografia de stock licenciada por empresas como Getty e Shutterstock.

Em resumo.

A conversa em torno da postagem “Mueller’s Linked No” é especialmente importante, ressaltando o papel em constante mudança das tecnologias de inteligência artificial na geração de conteúdo e sua influência na experiência do usuário e otimização para mecanismos de busca.

Conforme os profissionais de marketing se ajustam constantemente às novas tecnologias, é essencial compreender esses detalhes para criar estratégias eficazes de marketing digital. Isso nos leva a refletir sobre a autenticidade do nosso conteúdo visual e como ele se relaciona com as expectativas do nosso público.

Alcançar um equilíbrio entre autenticidade, profissionalismo e os benefícios práticos das imagens criadas pela inteligência artificial é fundamental, levando em consideração as expectativas do conteúdo e do público.

A imagem principal é fornecida por Thongden Studio/Shutterstock.